Tropa de Elite

Posted setembro 22, 2007 by cleberduarte
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Começo pedindo desculpas, ao diretor e atores do filme, por está entre as milhares de pessoas que viram “Tropa de Elite”, apartir de cópias piratas, já havia lido partes do livro no qual o mesmo foi baseado. Mas não resisti e o vi na casa de um amigo.

Se chegou hoje de Marte, da Europa, e tiver acabado de ver o filme, ficaria chocado com a corrupção e a conivência de alguns setores da Polícia Militar com o crime organizado, com o tráfico de drogas. Falo alguns, pois existem profissionais sérios e acredito, incorrompíveis dentro da instituição, uma pena ser minoria.

Mas se você mora aqui no Brasil, disser que mesmo assim está chocado(a), você não lê, não vê e não ouve há muito tempo. É o que mais vemos nos telejornais, a corrupção tornou-se protagonista de novela, assunto disputado em horário nobre. Mas concordo com a má surpresa, afinal de contas é necessário que nos revoltemos e não nos acostumemos com essa situação.

Coincidentemente, um dia após ter visto o filme, li o seguinte noticiário: ” 47 PM’s são presos na Baixada Fluminense”. Motivo: Segundo a Corregedoria da PM, eles são  acusados de tráfico de drogas, corrupção passiva e ativa, concussão (crime cometido por funcionário público) e formação de quadrilha. A vida imitando a arte.

Quando você assiste ao filme, as vezes dá vontade de entrar dentro dele e incorporar o Capitão do BOPE, interpretado por Wagner Moura, assim como quando assistia ao Super-Homem ou Karatê Kid e queria sair voando e combatendo as injustiças por aí. Quando o capitão bate na cara dos principais financiadores do tráfico, os riquinhos de classe média, subindo a favela pra comprar drogas e disponibilizar nas escolas e boates. Quando ele pega os PM´s corruptos e os humilham em um teste para entrar no Batalhão de Operações Especiais, até que os fracos de caráter desistam.

Olha que interessante, esse filme foi disponibilizado em torno de 2 meses antes de sua estréia, segundo o diretor:  ”O elo entre o cara que roubou e o mercado de pirataria é um PM, o que comprova a tese do filme”. Lembrando, palavras do diretor. E acredito que isso não seja uma ferramenta de marketing por parte dele, em função de querer promover o seu trabalho. A sua estréia estava prevista para o dia 12 de Outubro, mas foi preciso adiantar pro dia 20 anterior. Espero que a bilheteria não seja prejudicada por essa ação. E tenha um grande sucesso de público. Vale à pena assistir

Do ponto de vista cinematográfico, uma boa adaptação do livro, (apesar de que o livro sempre é mais completo), uma trama bem feita, com atores interpretando de forma intríseca seus papéis estabelecidos. Um filme documentário, que mostra um dos grandes problemas de nossa sociedade. A corrupção.

Já do ponto de vista social, mostra-nos quanto o narcotráfico, é uma organização financiada pela própria sociedade, mostra-nos a importância de termos uma política de educação mais preocupada com o futuro, precisamos esclarecer os fatos e explicar para nossas crianças o que acontece realmente lá fora, de como nossas ações podem influenciar tanto para o bem, como para o mal.

Cleber Duarte 

Jovens Matam Índio

Posted setembro 18, 2007 by cleberduarte
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Foi-se o tempo em que os índios morriam de doenças como meningites, chagas ou picadas de cobras.

A sua maior praga hoje é a sociedade, mas precisamente esses filhinhos (da p…) de papai. Que, com seus músculos rígidos e cerébros atrofiados, nos quais os seus pit-bulls apesar de geneticamente criados são mais inteligentes que seus donos.

“Quatro jovens espancam e matam um Índio…” Manchete parecida com a que vimos em 1997, será uma maneira de comemorar o grande feito dos Quatro filhos de Ministros e empresários, de Brasília? 10 anos…

Nunca esquecerei, a imagem que tive ao imaginar um ser humano sendo queimado, enquanto dormia. Crueldade. Hoje estão todos aí, livres, trabalhando, vivendo uma vida normal, afinal de contas. “Vocês sabem com quem estão falando?” Frase muito usada por poderosos, ou filhos deles. “O meu pai é isso, o meu pai é aquilo.” Como se nada tivesse acontecido, como se a vida do Índio Galdino, fosse meras folhas da primavera no chão, prontos para serem queimadas.

Não é reprise, aconteceu agora em Manga uma cidade do interior de Minas Gerais. O alarde não é por ser Índio, mas por ser uma pessoa inocente, sem que nada devesse e esperasse. Mais um Ìndio  se foi, e não foi por causas naturais. Podemos chamar de causas animalescas, atos sem sentido, pra satisfazer não sei lá o que.

Levados para a delegacia, depuseram dizendo que queria somente assustar o pobre ìndio, assustar? Se a intenção fosse matar? O que eles teriam feito?

Irmãos, cuidem de seus filhos, eduquem-nos da melhor forma possível, conversem, brinquei, briguem se necessário. Expliquem aos seus que:

Ìndio também é gente…

Cleber Duarte

No fundo somos todos patriotas

Posted setembro 14, 2007 by cleberduarte
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No fundo somos todos patriotas, não quero dizer no fundo do poço, até porque faltaria uma vírgula na frase.

Quarta-feira 12/09, tive oportunidade de participar do Conpra 2007 – Congresso Nacional de Profissionais de Administração.

No início desse evento, após apresentada toda a grade de programação do congresso, deu-se como aberta após o canto do Hino Nacional.

Hino Nacional, afirmo pra vocês que me emocionei ao ouví-lo, cantei, acompanhei, não cheguei a colocar a mão direita acima do peito esquerdo, é verdade, talvez por um certo desapontamento com os casos de corrupção e pela impunidade que aí está.

Ao sair, após terminada as atividades. Liguei o rádio na CBN e ouvi que o Mestre Lobby, Renan Calheiros, pegador de jornalistas. Foi absolvido, quanta surpresa!!! Algo bem previsível, até apostei se vocês se lembram no artigo anterior. Ganhei. 

Ontem foi pego um larápio de livrarias, com 03 livros dentro de sua bolsa, na livraria de um amigo, chamado a polícia, registrado a ocorrência, o mesmo foi encaminhado a delegacia e adivinhem o que aconteceu? Se adivinharem ganham um doce.

Foi liberado, para roubar em outras livrarias. Difícil de adivinhar. Para vocês terem uma idéia, conheço esse moço, desde 98, quando comecei a trabalhar, ele também sabe quem sou, quando me ver, foge como um vampiro corre da estaca. É um “cliente” antigo de todas as livrarias do DF. Todas que passei o encontrei, para a sua surpresa e decepção.

Voltando ao Hino, quando era tocado, lembrei-me das quintas-feiras da Escola Estadual “11 de Agosto”, que saudades dos meus momentos de cidadania, de patriotismo. Infelizmente hoje, não existem mais ações do tipo, sabia de hinos inteiros como o da Bandeira e o da Independência. Sinto falta disso nas escolas, nos eventos de hoje, nas datas comemorativas.  Não está fácil, eu sei, nossos governantes não dam exemplo, pelo contrário dão péssimos exemplos.

“Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge  à luta…” Lutem e tenham esperança, pois acredito sim, que isso um dia irá mudar, que meus netos, vivam para ver.

Afinal de contas, no fundo somos todos patriotas. 

Cleber Duarte 

Educar hoje em dia.

Posted setembro 12, 2007 by cleberduarte
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Hoje não começo com indagação, falo de uma certeza que existe em nossa sociedade. Como está difícil educar hoje em dia.

Como se não bastassem a televisão com seus programas anti-culturais, novelas onde em horários nobres, ás 6, 7, e 8 horas, mostram cenas de erotismo entre casais heteros e homossexuais. A grade está cada dia mais sem programas voltados para o aprendizado da criança, para o auxílio da educação e crescimento. Uma poderosa ferramenta que tem poder sobre os telespectadores, lançando tendências e modas. Deveria servir de um meio de responsabilidade social. Tudo isso por falta de uma fiscalização assídua e honesta.

Entrando em outro encalço, essa cada vez mais grave. Nossos governantes. 

Como vou falar pro meu filho, que se fizer algo de errado será castigado ou punido? Como falar sobre justiça pra ele? Onde no país que vivemos é algo que não existe, existe sim, inclusive bem elaborado com leis bonitas e blábláblás, termos técnicos interessantes, mas prática que é bom, nada.

Hoje será julgado no plenário o Presidente do Senado, vocês sabem de quem falo. Aposto 10 contra 01 de vocês que não acontecerá exatamente nada, a não ser “Vossa Excelência pra lá e pra cá”. Sabe por que a votação é secreta? Todos têm o rabo preso, nínguem quer se expor, sabem de muito, mas falar que é bom? Por que? Não vou mexer, para que não estraguem a minha vida de regalias, auxílio disso, auxílio daquilo, é auxílio até pra ir ao banheiro. Estou sujo também, deixa o homem lá. 

Todo esse dinheiro sai do pão da boca da criança, do leite do recém nascido, do feijão do trabalhador, do sabão da dona de casa. Para financiar campanhas, lazeres e requintes, desses senhores que deveriam está lá fazendo por onde melhorar a vida desse país, dos mais necessitados e não em favor de si mesmo.

É revoltante a impunidade que paira nesse país, tenho muita esperança de que um dia isso possa mudar, mas tenho medo de que não dê tempo.  O que falarei para o meu filho?

Amigo(a), não se baseiem em nossa política, em nossos governantes, o que deveria ser o contrário, deveriam ser exemplos de Honestidade e Liderança. Mas parecem ratos afim de comer o seu, o meu, o nosso queijo.

Para o meu filho não falarei nada.

Cantarei para ele.

Cleber Duarte 

Por que somos assim?

Posted setembro 11, 2007 by cleberduarte
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Começo quase sempre com indagações, dúvidas e exclamações. Afinal de contas somos uma espécie quase indecifrável. O “quase”, por respeitar o trabalho desenvolvido por Freud´s, Jung´s e Lacan´s.

O “quase”, em respeito a esperança que alimento, em poder um dia conhecer um pouco do que passa na cabeça de nós seres humanos. Principalmente das pessoas de hoje, não que no passado não tivessem pessoas más e difíceis, tivemos muitos algozes, como Judas, Hitler e no passado bem recente, Osama. Coincidentemente hoje faz-se lembrar mais um ano da atrocidade causada por seus fiéis loucos e predestinados, na cidade de Nova York, matando centenas de inocentes.

Mas, o que quero lembrar não são dessas ações terroristas, de cunho universal e de manchetes cheias de sangues em jornais e plantões surpresos. Quero falar do terrorismo no cotidiano, de como somos e agimos no nosso dia-a-dia. Onde somos terroristas sociais e sentimentais, de como somos fracos e pobres de espírito e coração, quero falar de coisas simples, de pequenas boas ações que deixamos de fazer todos os dias.

Quantas vezes negamos ajuda ao próximo, quantas vezes deixamos de ceder o lugar no ônibus, a vez na fila?

Bom dia, expressão rara de ouvir e quando soa, sai com aquela obrigação de que é a rima de todas as manhãs. Eu mesmo faço isso. Guardamos os bons-dias, como que se multiplicassem e se transformassem em ouro. Alusão ao Midas, personagem da mitologia grega que tinha o dom de transformar em ouro tudo o que tocasse. Pura lenda.

Os bons-dias, gentilezas, informações guardadas, nada mais são do que vontades sem ação, de nada valem se não praticadas. São ferramentas sublimes que transmitem paz a quem doa e conforto a quem recebe.

Portanto, vamos começar a nos ajudar, ajude o próximo, ceda o seu lugar no ônibus, pegue o panfleto do rapaz, jogue no lixo depois, mas pegue. Façamos o bem sem pensar em retornos, esqueça os “Trade’offs”. Pois existe almoço de graça sim.

Quanto a pergunta que dá título ao texto. Por que somos assim? Ficarei muito tempo sem saber, morrerei e não descobrirei. Mas o que já aprendi é que, podemos fazer do nosso mundo, falo do nosso espaço, do que está ao nosso redor, algo bem melhor do que isso. só depende é claro de mim, só depende é claro de você. 

Cleber Duarte 

Você já abraçou seus avós hoje?

Posted setembro 10, 2007 by cleberduarte
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Na minha estréia de colunista em blog’s, mas precisamente no meu blog. Começo levantando a seguinte questão: Você já abraçou seus avós hoje?

Carissímos,

Vocês já experimentaram pedir um abraço a um senhor ou uma senhora, no meio da rua, sem que nunca tenham visto-os? Já deu um bom dia a um casal de velhinhos de mãos-dadas como se fossem dois adolescentes apaixonados? Como se fossem não, retrato-me. Eles sentem-se e são, dois eternos e felizes apaixonados. A vida continua, e felizes são os que conseguem chegar a faixa etária, com nomenclatura de terceira idade. Como eles mesmos gostam de chamar, “não é terceira idade, mas a melhor idade”. Quem me dera,  chegar aos 85 anos. Assim como a minha Vó Paterna, que está com o seu vigor sentimental e a sensibilidade cada dia mais a flor-da-pele. A saúde não é a mesma, é verdade. Mas feliz, realizada, com filhos, netos, bisnetos, tataranetos. Com suas escolhas todas feitas e nem todas acertadas, assim como deve ser, mas sem arrependimentos, sem olhar pra trás com olhos de inveja, e olhar sim pra trás, mas com olhos de saudades.

Saudades da aurora da vida, da época em que vivia sem violência, da época em que a corrupção era algo desconhecido, da época em que as doenças não eram tão ofensivas assim, da época em que namorar era somente pegar na mão, isso já era um avanço de sinal pra época, capaz até de o pai da moça puxar o facão pro rapaz. Época de inocência, não tão inocente, mas muito diferente de como é hoje, onde a televisão coloca o que quer dentro da sua cabeça, onde você é o que não quer e tenta ser o que os outros querem que você seja. Mas o sistema, é papo pra outro dia.

Voltando aos avós. Amem-os, como que se fossem perdê-los amanhã. Pois nada melhor que abraçá-los e dizê-los o quanto são especiais em nossas vidas. Te garanto, os olhos brilharão como os de uma criança ao ganhar um doce.

Cleber Duarte 

Olá mundo!

Posted setembro 10, 2007 by cleberduarte
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