Por que somos assim?
Começo quase sempre com indagações, dúvidas e exclamações. Afinal de contas somos uma espécie quase indecifrável. O “quase”, por respeitar o trabalho desenvolvido por Freud´s, Jung´s e Lacan´s.
O “quase”, em respeito a esperança que alimento, em poder um dia conhecer um pouco do que passa na cabeça de nós seres humanos. Principalmente das pessoas de hoje, não que no passado não tivessem pessoas más e difíceis, tivemos muitos algozes, como Judas, Hitler e no passado bem recente, Osama. Coincidentemente hoje faz-se lembrar mais um ano da atrocidade causada por seus fiéis loucos e predestinados, na cidade de Nova York, matando centenas de inocentes.
Mas, o que quero lembrar não são dessas ações terroristas, de cunho universal e de manchetes cheias de sangues em jornais e plantões surpresos. Quero falar do terrorismo no cotidiano, de como somos e agimos no nosso dia-a-dia. Onde somos terroristas sociais e sentimentais, de como somos fracos e pobres de espírito e coração, quero falar de coisas simples, de pequenas boas ações que deixamos de fazer todos os dias.
Quantas vezes negamos ajuda ao próximo, quantas vezes deixamos de ceder o lugar no ônibus, a vez na fila?
Bom dia, expressão rara de ouvir e quando soa, sai com aquela obrigação de que é a rima de todas as manhãs. Eu mesmo faço isso. Guardamos os bons-dias, como que se multiplicassem e se transformassem em ouro. Alusão ao Midas, personagem da mitologia grega que tinha o dom de transformar em ouro tudo o que tocasse. Pura lenda.
Os bons-dias, gentilezas, informações guardadas, nada mais são do que vontades sem ação, de nada valem se não praticadas. São ferramentas sublimes que transmitem paz a quem doa e conforto a quem recebe.
Portanto, vamos começar a nos ajudar, ajude o próximo, ceda o seu lugar no ônibus, pegue o panfleto do rapaz, jogue no lixo depois, mas pegue. Façamos o bem sem pensar em retornos, esqueça os “Trade’offs”. Pois existe almoço de graça sim.
Quanto a pergunta que dá título ao texto. Por que somos assim? Ficarei muito tempo sem saber, morrerei e não descobrirei. Mas o que já aprendi é que, podemos fazer do nosso mundo, falo do nosso espaço, do que está ao nosso redor, algo bem melhor do que isso. só depende é claro de mim, só depende é claro de você.
Cleber Duarte
Setembro 11, 2007 at 3:08 pm
É fodha (com “h” mesmo) este nosso jeito mesquinha. Não canso de contar para os amigos a maneira que começamos a trocar ideias e a se tornar-mos amigo. Sempre falo que vc tava meio puto e resolveu “dar” o tal bom dia. É interessante. Acho que o lugar que moramos faz de nós “merdas boas” em meio a merdas ruins. Falo merda por que ficamos “duros” e passando a ter receio de nos aproximar uns dos outros, mesmo que seja para dizer um “bom dia”. Haaaaaa..já acho até que isso é conversa mole..que não adianta porra de nada.